Minha mãe já dizia "mente vazia é oficina do diabo", dando uma olhada no Google sobre esse ditado, encontrei uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard de 2010 que comprova isso, leiam pequeno trecho da matéria "estudo na revista Science mostra que em 49,6% do tempo em que se passa acordado, a mente está divagando (vulgo, pensando em alguma outra coisa que não a tarefa do momento) e o resultado é infelicidade."
Depois que li isso me veio a seguinte questão: se em situações consideradas "normais" o ser humano passa por isso, imagina quando é acrescentado um agravante, como por exemplo, o desemprego? 
Não tenho pretensão de colocar frases motivadoras neste texto, algumas delas eu até acho interessantes, pois promovem aquela reflexão de segundos ou minutos, entendo que para a pessoa fazer algo, se pôr em movimento, isso deve vir de dentro para fora, para isso acontecer, isso deve ter importância para a pessoa, ela deve sentir como algo bom, que vai ter um ganho com isso, seja de aprendizado, da solução de um problema, de dinheiro, etc.
Faz parte da condição humana as perdas e o luto, este acontece toda vez que passamos por perdas significativas, o emprego é uma delas, em linhas gerais no processo de luto as pessoas passam por algumas fases, não vou me alongar nesse ponto, o importante é saber que uma hora isso vai passar, o que não quer dizer que a pessoa vai esquecer ou deixar de ficar chateada, mas aceitará seguir em frente.
Um outro aspecto sociocultural que de certa forma "atrapalha" passar por essa fase é o significado do trabalho para o homem, um exemplo disso é quando por exemplo te perguntam:
"Olá, quem é você?"
Muitos automaticamente respondem: 
Eu sou fulano, gerente de rh, ou secretária, ou engenheiro civil, ou médico, ou arquiteta, ou dentista, e por aí vai, ou seja, o que você faz está intimamente ligado com a forma que você se vê, sendo que na realidade, isto é o que você faz atualmente.
Muitas pessoas quando perdem seus empregos acham que suas identidades acabam indo junto. E aí uma série de conflitos aparecem, uma cliente uma vez me disse "onde já se viu, estudei tanto, tinha um cargo executivo e agora tenho que cuidar dos afazeres da casa?". E isso deve acontecer com homens também, o orçamento familiar encurtou, só a mulher trabalha, como lidar com essa situação?
Aqui vale a pena fazer menção para outro ditado "O trabalho dignifica o homem", pergunto para você:
Fazer atividades domésticas, reparos na casa, cozinhar, realizar voluntariado, não é trabalho?
Para ajudar a responder essa questão cabe uma maravilhosa frase de Leonardo Boff: "todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão do mundo."
Espero sinceramente que as linhas acima provoquem reflexões sobre a maneira como você ocupa sua mente, e se você achar que terá algum ganho em mudar a forma de pensar, certamente sua automotivação começará a fluir, talvez em passos mais curtos ou mais largos, isso dependerá da disponibilidade que você tem.
Por vezes quando converso com algumas pessoas ouço coisas do tipo: "essa crise está terrível", "ninguém me chama para entrevista", "tomara que esse governo melhore, se não...".
Utilizando o senso comum, sabemos que essa é mais uma crise, muito provavelmente outras virão, as variáveis são diversas para isso acontecer. Agora, a maneira como vivenciamos isso é que faz toda a diferença, percebo dois movimentos principais:
1- Ou você senta, chora e aguarda para ver onde isso vai dar;
2- Ou você cria oportunidades.
A zona de conforto e a autossabotagem andam de mãos dadas com àqueles que preferem a opção 1, sempre haverá uma justificativa para não fazer o que deve ser feito, o medo prejudica muita gente, mas é possível "domá-lo", uma dica é fazer coisas que você considere mais fáceis ou menores e depois você parte para as mais difíceis ou maiores.
Quem opta pela 2 pode até passar pelo que as vezes eu chamo de "vale das inquietações", mas certamente terá ganhos.
Após esta "longa introdução", acredito que agora seja coerente eu colocar a "lista de atribuições" que citei no título, vamos lá!​
Faça uma boa revisão do seu currículo e esteja sempre preparado para entrevistas;​
​Dedique um período do dia para buscar um novo trabalho (isso envolve sábado e domingo); no caso de não ter internet em casa, verifique nos órgãos públicos e privados a disponibilidade de acesso à rede para procura de emprego;
​Avalie que tipos de cursos e palestras vale a pena participar, se não tiver como pagar, pesquise em sua cidade quais são os eventos gratuitos e pela internet quais cursos on-line sem custo;
​Dedique-se pelo menos 3 vezes por semana para fazer uma atividade física, pode ser uma caminhada, subir as escadas do prédio, utilizar os equipamentos de parques, ou academia caso possa pagar;
​Escolha um tema que considere interessante ler, na internet existem vários e-books gratuitos, dedique um período da semana para isso;
​Veja o que é possível organizar em sua casa, pode ser aquela gaveta cheia de papéis ou aquele armário que você nunca teve tempo para arrumar;
​Avalie como está a distribuição das atividades domésticas do seu lar e de que maneira você pode contribuir;
​Organize e reveja suas despesas, controle os gastos;
​Reflita como estão seus relacionamentos (pessoais e profissionais), avalie se é importante rever amigos, parentes, antigos colegas de trabalho, dedique um tempo na semana para fazer essas visitas;
​Caso seja casado(a), avalie se existe algo que possa ser melhorado na relação e que antes não era feito;
​Caso já tenha filhos, principalmente se forem pequenos, tire um momento só para brincar com eles; 
​Reserve um período para cuidar da sua espiritualidade, pode ser um momento de oração, ida a algum templo religioso, prática de meditação, etc.;
​Avalie quais habilidades você tem, pesquise em seu bairro ou cidade quais são as instituições que precisam de algum tipo de ajuda voluntária;
​Tenha um momento para pensar em possibilidades diferentes para ganhar dinheiro, pesquise, reflita sobre o que você gosta de fazer e se isso pode te trazer ganho financeiro (tenha um caderninho sempre com você para anotar suas ideias);
​Para que tudo isso aconteça até o seu retorno ao mercado de trabalho (aqui me refiro ao trabalho que gera remuneração), organize-se, quando a situação se normalizar muitas destas atividades que você começar a fazer agora seguirão com você, será difícil abrir mão de benefícios que irá perceber. 
Ufa! Quantas tarefas! Para essa roda toda girar, 3 competências comportamentais são fundamentais:
1- Disciplina | 2 - Foco | 3 - Vontade
Essas competências estão em você, para colocá-las em prática é necessária automotivação, qual sua disponibilidade para isso?
Porque o sucesso está em você!

Abraço!



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