Aparentemente uma pergunta simples e fácil de responder. Não é? Hummmm, pensando bem, parece que a resposta não é tão simples assim.

O primeiro que me remete é a diferença entre o desejar, sonhar e o efetivamente querer. Sonhar, desejar, almejar, remete ao mundo da ilusão, da fantasia, do seria bom se fosse diferente. Para mudar é precisar ter uma honestidade que vai além do que comumente pensamos. É preciso ser honesto conosco mesmo, no nosso íntimo. Ter um olhar para perceber efetivamente se queremos mesmo alcançar a meta que sonhamos, em qual realidade vivemos e com que recursos contamos.

Olhar a realidade com essa honestidade,pode frustrar e por isso, muitas vezes, fugimos ou escapamos desta realidade fazendo uso de inúmeros e toda ordem de subterfúgios. Bom, passado essa fase, é preciso querer. Querer mudar, querer alcançar a meta e agir em consequência. Essa é a ação coerente que vai, dia a dia, minuto a minuto, nos conduzir para o ponto em que queremos estar, para a nossa meta. Um querer que é forte o suficiente para vencer os obstáculos, as dificuldades, vencer a nós mesmos.

Parece que não, mas, olhando bem, na maioria das vezes, o maior obstáculo, o mais difícil de vencer, somos nós mesmos. Nosso apego ao antigo, ao status quo. Por mais que alardeamos ao mundo que queremos mudar, que queremos atingir a meta etc, na pratica, quase sempre, não queremos pagar o preço, não queremos arriscar. Basta ver as promessas de dietas que começariam na segunda-feira e nunca começaram, ou aquele programa de exercícios físicos,.... nem me lembre disso....

Para atingir nossa meta, seja qual for e em qual dimensão for, é preciso, então, ser honesto conosco, olhar a realidade de frente, querer realmente atingir a meta, gerar a força interior para seguir dando os passos necessários, fazendo escolhas adequadas e tomando atitudes coerentes com nosso propósito. Desapegar do passado, do que temos, do que somos. Do que acreditamos ser. Não é uma tarefa fácil, considerando que, mesmo quando pensamos em metas profissionais, nossas habilidades e competências se mesclam com o nosso ser. Por exemplo, ao invés de dizer, tenho competências e conhecimentos para tarefas de engenharia, digo sou um engenheiro. Ao invés de dizer, estudei e adquiri conhecimento médico, digo, sou um médico. E assim, segue. Essa mescla entre o ser e o ter nos confunde e fortalece o apego ao que temos, pois confundimos com o que somos. Aprender a desapegar é um passo importante e fundamental na caminhada rumo a nossa meta. 

Saber querer e escolher com coerência, tendo a meta como referência é um caminhar seguro em direção a meta. É preciso ousar querer mudar e saber dar os passos necessários para ir na direção escolhida.



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