Ouço pessoas dizerem que precisamos de objetivos para ter motivação, satisfação e alegria de viver. Muitos têm medo daquela sensação de “ver o tempo passar”, de improdutividade. Estudos apontam que a busca pelo sucesso somada ao receio de não ver resultados são fatores de estresse da sociedade atual. E que, também, a corrida pela felicidade nunca esteve tão em alta.
Por isso, temos incluído em nossa trajetória diversas metas acreditando que ao final delas está a felicidade. Financeiras, profissionais, tempo, emagrecer, aprender outras línguas, viajar. Já vi até meta para não ter meta! (risos enquanto escrevo). O problema dessa associação – ser feliz após alcançar uma meta - é que quando alcançamos, logo vem a sensação de que precisamos de outra. E depois mais outra. Esse movimento empurra a felicidade para longe e traz consequências negativas, tanto psicológicas quanto físicas.
Vamos tentar pensar diferente disso? Proponho o seguinte exercício: imagine não ter metas para alcançar a felicidade, mas sim ter felicidade para alcançar as metas. E como fazer esse movimento? Diariamente, anote em sua agenda três fatos relevantes que te trouxeram uma sensação positiva. Coisas simples como o sorriso do seu filho, um “bom dia” do vizinho no elevador, uma bonita paisagem da natureza, um elogio do seu chefe. Faça isso por 21 dias e veja o resultado (depois me conte). Ah, esse exercício é comprovado cientificamente. Desafio você a testar!
Dessa forma, é possível sim dobrar a meta sem ter uma para a felicidade. Elas não são sucessivas nem excludentes. Caminham juntas. Como coach, acredito no estilo de vida voltado para resultados. Atuo com metodologias e ferramentas eficazes para apoiar pessoas a alcançarem suas metas. Porém, é importante dissocia-las da felicidade, principalmente quando elas estão te sufocando. 


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