Todo grande sucesso está relacionado à capacidade de ação. Saber o que precisa ser feito é uma parte importante do processo de construção de um objetivo de vida ou carreira, mas é somente através da ação que são produzidos resultados. Nossas ações são apoiadas em sistemas de crenças pessoais, o que significa dizer que aquilo em que acreditamos pode determinar o que somos ou não capazes de realizar. Crenças, portanto, são referências de possibilidades. Nossas crenças vêm de diversas fontes: do ambiente no qual estamos inseridos, da forma como fomos educados, de nossas experiências de vida, do estudo, da observação da realidade e de acontecimentos marcantes.
A maneira como processamos nossas crenças é muito importante, pois irá definir o funcionamento das mesmas como agentes fortalecedores ou limitadores de potencial. Imagine, por exemplo, que certa vez você tenha se saído muito mal numa entrevista de emprego. Se essa situação for tratada como um fracasso simplesmente, seu sistema de crenças processará a experiência como tal. O que acontecerá, então, cada vez que você for chamado para uma entrevista? Provavelmente a sensação de fracasso surgirá antes mesmo de você começar a ser entrevistado. Você já entra em desvantagem. Mas, afinal, como é possível impedir que uma experiência malsucedida seja transformada numa crença que limitará seu poder de ação?
O primeiro passo é tratar tudo como resultado e não mais rotular em dois extremos, sendo sucesso ou fracasso. Quando um resultado diferente do esperado é tratado puramente como fracasso, a tendência é que cause imobilização diante da situação. Em contrapartida, quando é visto como uma oportunidade de aprendizado, abre caminho para novas tentativas e diferentes abordagens. Se algo não ocorreu conforme esperado, o melhor a fazer é analisar a ação aplicada, o resultado obtido e então focar na exploração de alternativas que ainda não tinham sido consideradas. Ao longo desse processo, todo ganho alimentará o sistema de crenças, que não é imutável. Com crenças fortalecedoras, as possibilidades se multiplicam.
Evitar generalizações, principalmente as negativas, é outra dica importante. Afirmações como "não me saio bem em situações nas quais estou sob pressão" ou "entrevistas de emprego são todas iguais", só fazem alimentar as crenças limitadoras. Usar a razão para confrontar esse tipo de pensamento costuma ser um exercício bastante produtivo. Tomando o primeiro exemplo, "não me saio bem em situações nas quais estou sob pressão", algumas perguntas que poderiam ser feitas:
- O que, exatamente, caracteriza uma situação na qual sinto que estou sofrendo pressão?
- Qual a real origem do meu desconforto? Ela tem fundamento?
- De que forma posso minimizar meu desconforto e me preparar melhor?
- O que é possível aprender com situações anteriores?
As pessoas bem-sucedidas não têm o privilégio de ter menos problemas que aquelas que falham em seus propósitos. O que as difere é a forma de agir diante dos resultados, a capacidade de transformar tudo em aprendizado para em seguida converter em ações. Fortalecendo suas crenças, abrem caminho para possibilidades.
"Eles podem porque pensam que podem" (Virgílio)


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