Tudo que é novo assusta. Deixar o porto seguro sempre foi algo difícil e para muita gente impossível. Algumas pessoas só saem da segurança se algo muito ruim acontecer fazendo da situação que se encontra se torne algo muito arriscado.

A profissão coaching é muito nova ainda. Muito se tem dito sobre ela, mas todos nós sabemos que a maioria não sabe o que é. Meu tio passou três meses morando na minha casa e sempre que eu saia ou atendia algum coachee ele me perguntava: “você está dando aula”. Por mais que eu explicava, não adiantou.

Quem aqui nunca respondeu à pergunta: “mas afinal, o que é coaching mesmo”? De tanto explicar, percebi que algumas pessoas aceitavam melhor a ideia e até marcaram uma sessão experimental comigo quando eu fazia um comparativo do formato da sessão com uma sessão com um psicólogo: “eu te atenderei particularmente em uma sessão de noventa minutos e tudo que nela for dito será sigilo absoluto. Parece com uma sessão com um psicólogo, mas a metodologia...”

A psicologia é bem mais antiga que o coaching e muita gente conhece alguém que já fez terapia, ou a própria pessoa já fez. Investir em algo não conhecido é, para muitos, um risco grande desnecessário.

Sempre que uma pessoa começa o processo, ao longo dele, ela vai criando gosto e até mesmo quem eu puxei fazendo a comparação com a psicologia me fala que é diferente o processo, mas que de fato a sessão é bem parecida em seu formato físico.

Um depoimento legal de um coachee satisfeito é mais eficaz que fazer qualquer comparação. As pessoas querem ver outras pessoas se dando bem e recomendando seu trabalho. Isso diminui bem o medo de se arriscar em algo novo.

Quando seu coachee fala bem de seu serviço para seus amigos e familiares, essas pessoas são clientes em potencial, pois conseguem ver a evolução de perto de uma pessoa, ai o risco cai no chão.

Portanto é muito importante cada sessão ser um show e seu cliente tem que estar sempre satisfeito com seu trabalho, para que outros mais venham.

Este ano me ensinou que explicações muito técnicas não adiantam, o desafio é vencer o medo do novo nas pessoas ao nosso redor.