Diversos estudos foram divulgados apontando que nosso cérebro não sabe multi-tarefar: o que ele sabe é mudar rapidamente de uma atividade para a outra, o que exige certo esforço para retornar ao ponto em que se estava na atividade anterior. Isso resulta em grande perda de energia e cansaço mental. Um ótimo exemplo disso é quando estamos assistindo a um filme e paramos para responder a uma mensagem - ao voltar a atenção, o fio da meada do filme foi ligeiramente perdido.

Precisamos entender que estar ocupado não significa necessariamente estar produzindo. E é por isso que temos a sensação de não ter feito nada no final do dia, mesmo tendo trabalhado o tempo todo; ou de ter a sensação que os anos estão passando rápido demais: as coisas hoje em dia acontecem muito rapidamente e o excesso de informação e de atividades nos faz perder a noção do tempo. Produzir é trabalhar nas atividades necessárias para levar você na direção da realização do seu sonho, o resto é se ocupar.

Já ouvi falar de uma técnica que consiste em criar literalmente 7 alarmes no celular com o texto: “Exatamente agora… você está se ocupando ou produzindo?”. Assim, sempre que esse alarme tocar é uma oportunidade de avaliar o que se está fazendo naquele momento. É uma oportunidade para refletir sobre o que se está fazendo daquele dia. Isso não funcionou pra mim, mas pode funcionar pra você.

Existe uma máxima chamada Lei de Parkinson, que diz que “O trabalho se expande para preencher o tempo disponível para ser concluído”. Ou seja, se você fala pra uma pessoa ocupada “Você tem até tal hora para entregar algo”, essa pessoa dará um jeito de ocupar essas horas, mesmo que o prazo esteja extremamente folgado. No caso de uma pessoa produtiva, ela fará o possível para entregar o quanto antes para poder se dedicar a pontos mais importantes para sua produtividade.

Uma pessoa “ocupada” se distrai muito fácil. Isso acontece porque sem um objetivo claro, qualquer interrupção parece relevante e o que é importante mas não é urgente fica sempre deixado pra depois.

Faz sentido imaginar um médico checando o Facebook a cada 5 minutos durante uma cirurgia? Por que faria pra você?

Dentre essas técnicas, fui tirando algumas que me serviram bem. Hoje a principal é: listar absolutamente tudo o que tenho pra fazer e ordenar por prioridade. E é aí que mora o ponto chave para se separar produtividade de somente se ocupar e que funciona magicamente pra mim: colocar em primeiro lugar as atividades mais difíceis ou aquelas que tenho “medo” e que procrastino para fazer. Estas geralmente são as mais importantes e que levam mais longe, com menos esforço. Depois de começar a fazer isso, consegui gerar mais tempo para fazer o que quero.

Uma vez li uma frase que me marcou muito: A sua vida é definida pela quantidade de conversas difíceis que você para de evitar ter e enfrenta.

Concorda?



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Thabata Alves Oliveira

Life Coach