Para quem não é do ramo ou não conhece CHA é a sigla para: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes esperados de cada tipo de profissional que, juntos, formam as competências.

De forma simplista podemos entender que os conhecimentos são adquiridos ao longo de nossa trajetória de vida, por meio de nossa formação acadêmica e conhecimentos teóricos. As habilidades são o saber fazer, o know how, é a capacidade aprendida pelo treino e prática. Já as atitudes dependem do querer fazer. São os comportamentos do indivíduo que estão diretamente ligados às suas motivações, valores e desejos.

Quando inseridos em um ambiente organizacional propício, os colaboradores tendem a desempenhar com entusiasmo e podem promover saltos nos resultados da empresa a níveis qualitativos e quantitativos.

Para tanto, mesmo que engajados, é comum que os colaboradores, independente do nível hierárquico, tenham a necessidade de se desenvolver e se aprimorar de acordo com o modelo de competências exigido pela empresa para cada um dos níveis de cargo.

As organizações estão cada vez mais exigentes com seu quadro de funcionários e principalmente com seus executivos. Esses são os responsáveis em executar o plano estratégico da empresa. Em contrapartida, as melhores empresas para se trabalhar e também muitas outras, têm oferecido e buscado, cada vez mais, formas de apoiar seus executivos nessa missão. Uma das formas é através, por exemplo, do Coaching Executivo. Os coaches são contratados para apoiar os executivos no desenvolvimento das competências necessárias para o aumento da performance da empresa.

Mas em que momento a empresa deve contratar um coach? Seguem alguns exemplos:

1. Colaborador foi promovido a um cargo mais alto e que exige desenvolvimento de novas competências. Se olharmos o modelo de Pipeline da Liderança é muito comum que o individuo encontre dificuldades em mudar seu mind set para a nova posição alcançada;

2. A empresa precisa adotar um novo modelo estratégico e para isso precisa que seus principais executivos contribuam na criação e execução desse novo modelo. Sem o apoio de um coach o executivo pode levar tempo muito maior para elaborar novas estratégias, uma vez que o coach o apoiará e possibilitará a ele que novos insights aconteçam a cada sessão. O coach tem o papel de questionar sobre situações e possibilidades que normalmente não conseguiríamos pensar sozinhos;

3. Ainda falando sobre o item 2, para adotar e manter um novo modelo de negócios na empresa, os executivos muito provavelmente terão de desenvolver novas competências ou aprimorar as que já têm. O coach vai acompanhar semanalmente a execução das ações em que o coachee se comprometeu a fazer e que vão contribuir para o desenvolvimento dessas competências. Esse acompanhamento é fundamental, pois o coach terá o desafio de trabalhar o desenvolvimento não só das competências, mas também o de trabalhar com os valores e crenças pessoais do cliente de forma que as que forem limitantes sejam transformadas em fortalecedoras ou até mesmo eliminadas, não atrapalhando, assim, o alcance da meta desejada.

Essas são apenas algumas das inúmeras situações em que o Coaching pode ser benéfico para as organizações e principalmente para as pessoas que são a chave para o sucesso de qualquer negócio.

E, para fecharmos o assunto, digo que coaches não podem dar conselhos, porém se eu pudesse dar um, diria que toda empresa deveria possibilitar que seus colaboradores desenvolvessem o seu CHA com Coaching.


Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Daniela de Moraes Amaduci

Executive Coach

Master Executive e Life Coach (bilíngue).Certificada internacionalmente pela ICI (International Coaching Institute) e pela SLAC desde 2011. Proprietária da Ideal Coaching, tendo ampla experiência em Coaching, Treinamento e Desenvolvimento. Practitioner em PNL/Pós Graduada em Gestão Empresarial pelo Mackenzie e bacharel em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero.