Vocês já repararam o quanto é comum falarmos uma coisa e o outro entender outra? E o pior ainda, culpamos somente os outros pela falta de entendimento. “Ele não me ouve”, “Eles nunca prestam atenção no que eu falo”, “É difícil entender o que eu falo?”, “Parece que falo grego” ... Ouço com frequência estas queixas no meu relacionamento com gestores e profissionais das organizações. Mas isso vale para relações entre amigos, familiares, namorados, esposas ...

O que há de comum nestes desabafos? O foco está apenas em como OS OUTROS NÃO ME ENTENDEM. Quero, então, mudar um pouco o foco e pedir para prestar atenção em COMO VOCÊ SE COMUNICA, levando em consideração o estilo e característica dos seus ouvintes. É isso mesmo! Quando falamos em comunicação, falamos em tornar algo em comum e, para isso acontecer, é necessário que estejamos atentos ao COMO transmitimos a mensagem. Precisamos estar atentos para o fato de que o responsável pela mensagem é o EMISSOR e não o receptor. Então, é você quem deve o tempo todo estar se certificando sobre a forma como transmite a mensagem, o canal utilizado, as palavras proferidas, o estilo que adota: estão condizentes com o receptor, ou seja, com a pessoa com quem você está falando?

Isso faz do processo de comunicação algo muito além do que simplesmente falar ... e esperar que o outro entenda! É importante que você tenha clareza sobre a sua forma natural de se comunicar. E, também, que conheça o estilo das pessoas com quem está falando. E, como podemos ter esse conhecimento?

Para começar, então, você precisa ter um autoconhecimento – como você naturalmente age? Dentre as várias possibilidades para essa ampliação de informações sobre você, existe um inventário de características pessoais, apoiado nos estudos de Willian Marston. Segundo ele, é possível identificar quatro tipos básicos de respostas comportamentais às emoções: Dominância, Influência, Estabilidade e Cautela. Cada um deles traz características particulares de como agem, fazem as escolhas, se posicionam diante de conflitos, encaram mudanças, se comunicam.

Imagine uma pessoa assim: foco na lógica, objetivo, cético, desafiante, ritmo rápido, dinâmico, assertivo, orientado por desafios, toma a iniciativa, tom de voz firme, rápido, confiante. Estamos falando de uma pessoa com estilo Dominante – você provavelmente conhece pessoas com essas características. Agora, imagine-se falando com essa pessoa: para que possamos ter uma boa comunicação, é importante que se leve em consideração o estilo dele. Se eu falar devagar, com tom de voz baixo, dando detalhes excessivos ... bom, essa pessoa provavelmente “deixará de ouvir nos primeiros minutos”, simplesmente porque ela precisa de objetividade, rapidez. Não é que ele não entenda ... é o emissor da mensagem que não se atentou para isso.

Consequência? Se não ajustar minha postura e estilo para falar com alguém com características de Dominante (segundo Marston), conforme o exemplo, ficarei sempre com a sensação de que o outro não me ouviu, não me deu atenção. Reclamando, reclamando, reclamando ...

Agora, adapte seu estilo para falar com pessoas diferentes de você e veja o resultado! Provavelmente a mensagem será passada, entendida e o resultado alcançado. Difícil? É verdade, não é tão fácil assim. Exige um conhecimento muito bom de si próprio e dos outros, mas vale a pena porque simplesmente você fará conexão com as pessoas, melhorando as relações e, no fim, alcançando os resultados.

Quer saber mais sobre o processo de autoconhecimento? Busque informações sobre o processo de coaching.

Aquele que conhece os outros é inteligente. Aquele que conhece a si mesmo é um sábio! (Lao Tsé)



Informamos que esse texto é de inteira responsabilidade da autora identificada abaixo.

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Noemi Martyniuk

Master Coach

Apaixonada por lidar com “gente”. Palestrante, Coach, Psicóloga. Atuação em empresas nacionais e multinacionais e como consultora independente, com mais de 25 anos de vivência em Recursos Humanos com foco em como apoiar as organizações na busca de melhores resultados empresariais através e com as pessoas.