Objetivo: Progredir em direção aos objetivos do programa.

  1. O coach esclarece o propósito da sessão e pergunta ao coachee o que ele quer alcançar com a sessão. Enquanto um dos princípios do coaching é “seguir o interesse”, é importante que o(s) assunto(s) da sessão seja(m) considerado(s) perante o programa como um todo. Normalmente, é muito constrangedor para o coachee escolher um tópico que, literalmente, é a última coisa que tenha mente – uma descoberta ou preocupação recente – e não lidar com assuntos que podem levá-lo a maior proximidade dos objetivos.Uma vez de acordo com os assuntos da sessão, as ações da reunião anterior são revisadas.Feito isso, cada um dos tópicos identificados é trabalhado utilizando o modelo GROW. O penúltimo passo da seção é juntar tudo num plano de ação. O passo final em qualquer sessão é pedir retorno do coachee. Isso é importante não só para o aprendizado do coach, mas porque demonstra um compromisso com a abertura, constrói confiança e desenvolve o relacionamento, tornando possível para o coachee, por sua vez, estar aberto e confiante.

Avaliação parcial do programa

Objetivo: Verificar o progresso em direção e rever o relacionamento do coaching. É ideal que a avaliação parcial ocorra na primeira parte de uma sessão típica, deixando algum tempo para o coaching.
  1. Avaliam-se o progresso na direção dos objetivos, as regras básicas, discute-se a eficiência do coaching pedindo o feedback do player. Algumas vezes, os coachees são relutantes em dar o feedback, muito provavelmente porque não querem aborrecer o coach e correr o risco de estragar uma relação importante. Para ultrapassar isso, descobri que se eu refletir sobre as sessões anteriores, antes do encontro posso identificar algumas questões que me deixam desconfortável sobre o meu próprio desempenho. Se o coachee estiver muito reservado quanto ao feedback, então posso fazer perguntas específicas para sair do impasse. Num programa mais longo, pode ser conveniente pedir retorno sobre o progresso do coachee sobre outros assuntos, como o cliente, o supervisor, seus subordinados ou colegas.Se o tempo permitir, outros tópicos são identificados e trabalhados por meio de um plano de ação já aceito.

Avaliação final e finalização

Objetivo: Avaliar o progresso quanto aos objetivos do programa e completar o relacionamento. Na sessão final, é importante reservar o tempo para rever o programa. Isso permite que tanto o player quanto o coach maximizem seu aprendizado sobre o evento e completem o relacionamento. Relacionamentos incompletos, que ficam à deriva na separação, retêm parte da energia emocional investida. Essa energia fica indisponível para outros relacionamentos ou atividades. Por exemplo, se o coachee cancela uma sessão por razões de trabalho ou, por qualquer razão, ela não é remarcada, o coach pode gastar um considerável energia tentando descobrir o que deu errado ou se ele realmente fez um bom trabalho. Pode até minar a sua confiança. O coachee, por outro lado, pode se sentir envergonhado ou sentir-se culpado e gastar um bom tempo se perguntando o que dizer quando deparar com o coach. O perfil dessa sessão é similar à avaliação parcial do programa, como já explicado. Se o cliente e o player são pessoas diferentes, então o cliente deve ser incluído no processo de conclusão. O coaching pode então terminar aí ou um relacionamento diferente pode surgir, como reuniões trimestrais, nas quais se deve retornar ao primeiro passo e recomeçar o programa. Gosto de terminar meus relacionamentos de coaching ajudando o coachee a identificar aquilo que ele aprendeu especificamente no decorrer do relacionamento do coaching, pois são essas lições que tipificam o legado que o coaching deixará, em lugar dos objetivos atingidos. Lute contra a dependência do coachee com relação ao coach. Sessão 1   Myles Downey, em Coaching Eficaz, editora CENGAGE Learning, 3ª edição, 2010.