Dada a associação entre coaching e desempenho, o que torna uma equipe eficiente é uma questão fundamental. O desempenho individual é normalmente medido por uma mistura de alvos “sólidos”, como alcançar metas de vendas, e de alvos “flexíveis”, como ter atitude solidária em relação aos colegas. Um princípio comum é que deve sempre existir algum elemento de progresso em um ou em todos esses objetivos: não é aceitável ficar parado.

O desempenho de uma equipe também é medido por uma mescla de alvos sólidos e flexíveis, como, por exemplo, a relação entre custos de produção e qualidade (embora a qualidade possa, em geral, ser expressa em medidas igualmente sólidas e flexíveis).

Nesta seção, examinamos alguns tópicos referentes ao desempenho de uma equipe. Em especial, consideramos o impacto sobre o desempenho dos seguintes aspectos:

  • Diversidade dos membros da equipe.
  • Criatividade e padronização do trabalho.
  • Comunicação dentro e fora da equipe.
  • Como a equipe lida com conflitos.
  • Liderança na equipe.
  • A qualidade do trabalho em equipe.

Diverso ou similar: o que é melhor?

Várias pesquisas constataram que as melhores equipes de gerenciamento têm pessoas com competências e históricos variados, e apresentam decisões mais inovadoras e de melhor qualidade, quando comparadas com equipes relativamente homogêneas.

Entretanto, a diversidade não é o bastante. Usar eficientemente a diversidade na tomada de decisões exige que a equipe funcione com processos que permitam aos seus membros praticar um diálogo aberto, formulando críticas positivas e investigando os problemas com a mente aberta e disposta a aprender com a situação e com os colegas.

Essa equipe também precisa ser capaz de identificar e de compreender os pontos de vista alheios, sintetizando-os numa decisão que é melhor do que aquela que decorreria de contemporizações e da postura “toma-lá-dá-cá”, que tantas vezes caracterizam as tomadas de decisão administrativas. O diálogo eficaz nesses momentos é rigoroso, estruturado e sintetizador, ou seja, reúne numa trança única os vários fios das perspectivas apresentadas, a fim de gerar escolhas mais abrangentes e uma avaliação mais exata dos riscos e benefícios envolvidos.

Contudo, a tomada de decisão de alta qualidade não tem nenhum valor a menos que obtenha o apoio dos membros da equipe sobre o que essa decisão significa e sobre os compromissos que serão necessários firmar, tanto individual como coletivamente.

O desenvolvimento dessa compreensão e desse comprometimento precisa se dar enquanto a decisão está sendo tomada. Tanto a compreensão como o comprometimento parecem depender, em significativa medida, da qualidade do diálogo dentro da equipe, em especial da variedade das perspectivas apresentadas e consideradas, e ainda da disponibilidade dos membros da equipe a se adaptar a elas e assimilá-las.

A diversidade apresenta-se de várias formas. As formas mais extensamente pesquisadas quanto a sua eficácia relacionam-se com cultura, habilidade e gênero.

David Clutterburck em Coaching Eficaz: Como orientar sua equipe para potencializar resultados