Tendo observado as variáveis integrais, podemos perceber que a simples definição de metas não é suficiente para levar à realização. Assim, você pode avaliar a realidade das metas do coachee dentro do contexto de sua situação atual, reconhecendo possibilidades que estão muito além do raciocínio usual – em geral, uma indicação de uma abordagem de Coaching Integral – sem se afastar da realidade. Quando os gurus motivacionais dizem: “Você também pode fazer um milhão”, o indivíduo pode sentir-se motivado a adotar essa meta, mas talvez não disponha do veículo para atingi-la. Talvez não tenha nem emprego, muito menos um roteiro para tornar-se financeiramente independente. No entanto, se o coachee vier a adotá-la como meta a longo prazo, com etapas intermediárias e a aceitação de sua situação atual, realidade e objetivo estarão juntos no mesmo nível. Então, se o coachee tiver as habilidades adequadas e a estrutura interna, é mais provável que a meta seja alcançada. Se o coach puder dar suporte ao indivíduo para que ele desenvolva os modos adaptativos menos maturos e aumentar seu nível de raciocínio, as chances de que as metas sejam alcançadas melhoram muito. Sem uma apreciação desse conceito em uma relação de coaching, alguém poderia pensar: “Por que eles não fazem, simplesmente?” A razão está em algum lugar de sua atual situação. Se o coachee não tiver a linha de desenvolvimento necessária para alcançar um objetivo específico, pode ser necessário fazer uma verificação da realidade. Digamos que o coachee queira ser um “grande” nadador. Essa pode ser a meta, mas a menos que ele disponhas de tempo para treinar, tenha dinheiro e a musculatura necessária passar de “bom” a “grande”, jamais chegará a um alto nível de desempenho. Assim, o coach deve considerar a meta em relação a outras condições dentro dos Quatro Quadrantes; estes precisam estar adequados, assim como as linhas de desenvolvimento e a capacidade de estendê-las – nesse caso, a linha psicológica. Portanto, a definição de metas precisa estar baseada na realidade e na situação atual. Digamos que alguém pretenda triplicar o lucro da empresa; se não tiver como pagar os empregados este mês, esse propósito pode não ser realista. O coachee deve então ser levado a concentrar-se em metas menores e de mais curto prazo, dentro do plano. Seria interessante também avaliar as competências necessárias e verificar se as estruturas de apoio e linhas de desenvolvimento precisam ser aumentadas. A finalidade não é desmotivar o coachee, mas ser realista. A atenção à pessoa, e não À meta, vai fazer com que um número maior de coachees alcancem mais metas, pois existe um respeito aos objetivos, sem perder de vista o ponto de partida. GROW: O - Options - Opções Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+