Em se tratando das opções feitas pelo coachee em seu plano de vida, é essencial observar a propriedade de suas sugestões. Ao tomar uma meta de cada vez, o coachee pode analisar seu plano de vida e descobrir várias opções para atingir seus objetivos. Quando existem várias opções, é possível escolher a mais adequada. Somente quando dispõe de opções suficientes, o coachee consegue entender realisticamente aquilo com que está lidando. Mesmo a eliminação de opções é um exercício, pois evita que ele retorne a elas em um estágio posterior. Se for conveniente, as opções descartadas podem ficar “na reserva”, para o caso de as escolhidas não darem certo. É importante também avaliar as implicações de cada decisão em relação ao plano como um todo. Por exemplo: se o coachee disse que deseja comprar um carro de luxo dentro do prazo de seis meses, vale a pena explorar as várias opções – leasing, compra de veículo novo, compra de veículo usado, etc. Não se pode esquecer, ainda, de analisar o impacto da compra sobre outras áreas da vida, como as finanças e o relacionamento. Outro aspecto que pode representar um desafio é o conhecimento do coachee a respeito das opções disponíveis. Às vezes, ele não consegue alcançar a meta estabelecida simplesmente porque não conhece essas opções nem sabe onde buscá-las. Em um processo de coaching que inclua a figura do mentor, o coachee pode ser direcionado a buscar alternativas em novas fontes de informação, ou mesmo ser questionado: “Você já procurou...?” Esse estilo direcionador ajuda o coachee a perceber possibilidades que, sozinho, não teria condições de identificar. Quanto melhor a compreensão das opções, maior a probabilidade de decisões bem fundamentadas e ponderadas. Com certeza, a estrutura interna do coachee afeta suas escolhas. Se estiver operando em um nível de pensamento do tipo “como se”, ele vai achar difícil explorar as alternativas e entender suas implicações. O papel do coach é apoiar a transformação para o nível “e se?” e a ampliação da capacidade do coachee, já que, em um adulto, pode ser que esse nível de pensamento esteja restrito a determinadas áreas, não se estendendo À vida em geral. Quando o coachee consegue pensar no nível “e se?” ou superior, é capaz de criar um sonho, um plano de vida, e essa capacidade é que transforma as palavras escritas em força motivadora. GROW: W - What next? - E agora? Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+