Quando você realmente perder – e isso acontece para todos nós -, reúna o pessoal e declare a sua falibilidade. Desculpe-se pelo erro, descubra como pode fazer melhor da próxima vez e siga em frente.

Eu fiz isso com a equipe gerencial da fábrica de produtos químicos especializados. Eles aceitaram minha desculpa, e nós descobrimos como enfrentar o novo produto do concorrente com algumas ideias inovadoras criadas por nós mesmos. Todos sabem que ninguém, nem mesmo o líder, é perfeito. Quando você relembra às pessoas a sua própria falibilidade, isso ajuda a reforçar a conexão com o coração.


Os coaches-líderes em todos os níveis podem levantar-se e admitir um erro. Em sua edição de 7 de setembro de 1992, a revista Sports Illustrated relatou sobre o ponto da virada para os Washigton Redskins no início da década de 1990. Isso ocorreu quando o receptor de passe Art Monk, geralmente um membro calado do time, levantou-se e pediu uma reunião obrigatória do time. O time estava indo de mal a pior. Falando a todos com franqueza, Monk disse-lhes que todos, inclusive ele próprio, poderiam jogar muito melhor, e que ele estava comprometendo-se a jogar melhor a partir daquele instante. 

Esse simples porém poderoso reconhecimento por parte de um astro na recepção fez toda a diferença. Os Redskins ganharam dos Dolphins de 42 a 20 no dia seguinte e só não venceram um jogo a caminho das finais. 

Não é uma atitude apenas indesejável como também suicida fingir ser infalível em qualquer papel que você desempenhar. Você não consegue florear o seu histórico – você cometeu erros e havia testemunhas. Você também pode admitir o erro ou ouvi-lo em um momento impróprio de uma fonte inesperada!

Marshall Goldsmith em Coaching: o exercício da liderança, editora Campus, 2003.