O processo de coaching começa na avaliação ou revisão de desempenho. Não só o gerente de linha estará usando suas habilidades de coaching para definir e acordar os objetivos e medidas de sucesso, como também os resultados desses eventos incluirão um conjunto de objetivos para o coachee tentar alcançar, a maioria dos quais se encaixará aos objetivos do coaching. A base para um coaching contínuo, em reuniões particulares mensais, é então estabelecida. Além disso, muitas pessoas com as quais trabalhei têm um assunto na pauta das reuniões mensais que diz respeito ao relacionamento direto com os subordinados.

Transforme sonhos em realidade

Com a construção da confiança ou interação pessoal, questões subjacentes que têm impacto no desempenho são trazidas para essas reuniões, como a autoconfiança ou outros relacionamentos. Você pode ter começado a entender com isso que acredito que a realização de reuniões particulares mensais com os subordinados não é apenas uma questão de “prática ideal”, mas sim de importância crítica. Esse método tem uma vantagem sobre muitos outros, já que o coachee do futuro já terá experimentado o coaching na reunião e terá uma ideia de onde está pisando.

Usando o feedback como ponto de partida

Esta é outra forma fácil e descomplicada de trazer o coaching para a situação de trabalho. Introduzir o coaching dessa maneira requer que haja algum feedback real a ser dado, considerado como substantivo, e através do qual, creio eu, não é algo que faça aquele que recebe o feedback mudar imediata e simplesmente. Assumindo que esses dois requisitos estejam presentes, quando o gerente de linha der seu feedback som sucesso, eles então darão apoio na forma de coaching.

Caso se veja o coaching funcionar, torna-se uma atividade simples introduzir outros tópicos na agenda e, assim, estabelecer uma programação de coach que funcione. O feedback pode ser dado como parte de uma série regular de reuniões mensais habituais ou surgir de um evento específico. Em ambos os casos, o gerente de linha sinaliza que uma mudança é necessária e, por isso, oferece apoio para o subordinado fazer as alterações desejadas.


Myles Downey, em Coaching Eficaz, editora CENGAGE Learning, 3ª edição, 2010.