As defesas maduras, em geral, resultam do uso continuado e do fracasso das defesas neuróticas (como “quando as opções falham”). A repressão, enquanto defesa neurótica, permite ao indivíduo que a utiliza afastar a ideia que o preocupa. Em um relacionamento, por exemplo, se um dos envolvidos agiu de maneira que provocou uma forte emoção, o problema pode ser reprimido, para evitar novo confronto. A sucessora natural da repressão é a supressão, em que o indivíduo decide enfrentar o desconforto em momento adequado. Em vez de deixar que os sentimentos se acumulem, os envolvidos no relacionamento citado anteriormente poderiam conversar, fazendo dissipar a tensão intrapsíquica. O processo de supressão é, portanto, mais maduro, pois a energia que seria empregada na repressão pode ser canalizada para outra atividade. De modo semelhante, em vez de desviar a atenção (ou desligar-se completamente do assunto), o indivíduo que alcançou o estágio amadurecido pode usar a antecipação para lidar com os problemas. Ao decidir-se por esta solução, ele precisa de um alto grau de honestidade, para enfrentar os próprios medos e dificuldades. A antecipação pode ser também uma preparação para o fim inevitável – neste estágio tem-se a certeza de que o ser humano não é imortal. Altruísmo e/ou humor pode levar o indivíduo a parecer mais afetuoso e gentil aos olhos dos outros. Mas esse não é o objetivo de quem o emprega, já que ele mesmo sente alto grau de satisfação. Segundo Vaillant, diferentemente da razão, que desvia a atenção, o humor torna a pessoa mais inclusiva e, em vez de nos distrair, ajuda a enfrentar situações muito difíceis. A sublimação também requer honestidade: a pessoa não nega o que sente, mas expressa-se de maneira aceitável. Vaillante, porém, não considera necessariamente fácil a superação de todas as adaptações, até chegar a este estágio. “Ansiedade e depressão, assim como bolhas e fraturas, são o preço de uma vida arriscada. Ao ousar viver e crescer, criamos disparidades entre consciência e instinto, entre um equilíbrio precário e as pessoas a quem amamos.” Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+