A seguir, vamos ver alguns casos que demonstram o quanto é importante compreender o modelo de comunicação. No caso de Jenny, o coach descobriu a importância de compreender e respeitar o mundo interior das pessoas. A situação, sutilmente, mostrou a ele que todos temos nossas idiossincrasias, resultado da organização dos neurônios. Jenny tinha o cargo de assistente e, em determinado momento, percebeu que a fobia que a acompanhava desde a infância a estava deixando neurótica, tanto em casa quanto no trabalho. Ela costumava fazer piada com a situação, mas estava cansada de, todas as noites, procurar aranhas na cama, antes de deitar-se. E resolveu procurar ajuda. No entanto, a mudança mais significativa notada em sua vida não foi aquela em que você provavelmente está pensando. A cura da fobia foi menos interessante do que o comentário que fez com seu coach, ao relatar uma das sessões de terapia. Segundo contou, quando o terapeuta perguntou o que sentia ao ouvir a palavra “aranha”, ela se encolheu e sentiu um aperto no estômago. O terapeuta, então, perguntou se conseguia fazer alguma associação positiva àquela palavra. Ela, instintivamente, respondeu que “não”, mas em seguida sorriu, ao lembrar que “aranha” era o apelido de seu irmão quando criança. Continuando a conversa, Jenny relatou ao gerente/coach que, um ou dois dias mais tarde, enquanto fazia palavras cruzadas, pensava nas associações positivas que passara a fazer, ao ouvir falar em “aranha”. Ela devia encontrar uma palavra de sete letras correspondente a “pedra preciosa”. Encontrou “esmeralda”, “diamante”, até chegar a “topázio”. Então, pensou: “Por que coisas bonitas têm nomes bonitos e coisas feias têm nomes feios?” Não se passou muito tempo, e Jenny percebeu que construímos o significado por meio da linguagem, e que as palavras são apenas a justaposição de letras. Ao ouvir esse relato, o coach teve uma visão clara da importância da linguagem para a comunicação. O que importa não são as palavras em si, mas o significado que atribuímos a elas. Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+