Já vimos como podemos usar no Coaching Integral ideias baseadas na Psicologia Integral, inclusive o modelo dos Quatro Quadrantes de Wilber e as linhas de desenvolvimento que formam o indivíduo. Se o coach optar por essas ideias, no contexto do coaching, elas podem integrar-se à abordagem já existente. Mas este é apenas o começo. O que produz os melhores resultados é o relacionamento entre coach e coachee.

Transformação versus opções

“O Coach Integral usa uma sólida base de compreensão teórica e experimental e uma autenticidade demonstrada ou um representação comprovada de sua perícia nas áreas a serem exploradas. Ele orienta o coachee a experimentar opções diferentes, no seu nível atual de consciência/ existência, a te alcançar a certeza de que essas tentativas são insatisfatórias. Quando todas as opções falham, há uma total inércia ou, o que é a meta do Coaching Integral, a transformação. “Embora essa afirmativa seja um bom resumo de como funciona o Coaching Integral, muitas explicações são necessárias para transferir o princípio de maneira mais completa. Entre elas, uma das principais é a utilidade de se enfatizar a máxima importância das opções, pois é a partir delas que se desenvolvem as competências. Para dar início às definições, vou usar a metáfora empregada por Ken Wilber em The Atman Project (O projeto Atman: Um visão Transpessoal do Desenvolvimento Humano). Imagine um prédio de dez andares, sendo o térreo o nível básico e o telhado o nível mais alto. Se o indivíduo mora no quarto andar, a opção é semelhante a trocar os móveis de lugar sem trocar de andar. Pode haver mudanças, mas não transições súbitas: o nível em que a mudança ocorre a continua o mesmo. Transformação, por outro lado, é quando ocorre uma transição súbita: um salto para o quinto andar, por exemplo – uma visão completamente diferente. Portanto, a opção ocorre em um nível de consciência, mas a transformação é uma mudança de um nível para outro.

Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006.