Há um sentido em pensar que “dar a partida” é importante para o coach profissional. Inevitavelmente houve um momento no passado, antes de você ser um profissional, no qual foi um aprendiz ou um novato. Para construir a confiança e eliminar quaisquer falhas em sua abordagem, uma possibilidade é adotar o que nós, na School of Coaching, chamamos de “coachee de treinamento” (pratice player), o que ocorre antes do primeiro cliente pagante. As pessoas aprendem o coaching de maneira mais produtiva quando dois fatores estão presentes: o coachee lida com questões reais (o desempenho não funciona enquanto o player continuar inventando novas circunstâncias – não há “verdade”) e o ambiente de aprendizagem é seguro. Elimina-se a pressão do desempenho, de “acertar”, do coach e há uma preparação do clima para sessões de coaching mais relaxadas, em que o coach pode conseguir retorno de qualidade do coachee. Fora de um workshop, a melhor forma de estabelecer esses fatores é trabalhar com coachee de treinamento. Eles são pessoas com um real interesse em submeter-se ao coaching e que entendem que o coach ainda está em treinamento. A ideia de “real interesse” indica que a pessoa se compromete a tirar algo de valor do coaching, não apenas participar, porque é uma boa pessoa e quer ajudar um coach novato. Esse é um poderoso modo para um gerente de linha introduzir o coaching enquanto continua a aprender. Talvez todas as sessões devessem ser vistas como “sessões de treinamento” pelo coach, pois isso remove a interferência conhecida como “isso é importante/sério”, e, em tal atmosfera de reciprocidade e brincadeira, ambas as partes podem progredir. Muitas vezes, noto que os coaches sentem que precisam acertar e que não podem cometer erros. É absurdo. Desde que eu tenha um relacionamento forte com o player, devo-me sentir livre para tentar coisas novas e errar – tudo a serviço do coachee do cliente. Se eu errar, só preciso reconhecer esse fato e tentar novamente.

Relatórios de reunião de coaching

Relatórios de reunião são documentos que contêm as informações vitais de uma sessão de coaching. No mínimo, deve-se incluir os tópicos discutidos, os pontos-chave e as ações que surgiram da discussão. Há duas escolas principais de pensamento que apontam como os relatórios de reunião devem ser elaborados. Uma diz como o coach deve escrevê-lo, e a outra (não me surpreende) defende que essa responsabilidade é do caochee. Ambas concordam que ter um registro do que foi discutido e aceito, além do plano de ação, é uma necessidade. O argumento a favor do coachee fazê-lo se baseia em que, ao escrever o relatório, ele atingirá outro nível de esclarecimento e responsabilidade. No caso em que o coach é externo à organização e está ali como prestador de serviço, então talvez seja ideal que ele elabore um relatório completo sobre a reunião. Acostumei-me a usar uma folha pré-impressa que preencho antes do fim da sessão e então faço uma cópia. Em seguida, entrego uma cópia ao coachee e mantenho uma para meus próprios registros. Myles Downey, em Coaching Eficaz, editora CENGAGE Learning, 3ª edição, 2010. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+