Segundo a visão de Sigmund Freud, saúde mental é a capacidade de trabalhar e amar. E é este tipo de integração fundamental à vida – trabalhar e amar – que determina se o indivíduo tem uma vida rica e satisfatória ou se mergulha em angústia. Para o Coach Integral, a questão que merece consideração cuidadosa é: “Quais são as indicações de uma saudável adaptação à vida?” Como você sabe qual é a visão do mundo que o indivíduo tem, de dentro para fora? Ao exercer o papel de coach, você vai ver que os estágios de adaptação começam a chamar a sua atenção à medida que interage com o coachee e medita sobre isso. Devo acrescentar, porém que as adaptações estão à nossa disposição; uma boa olhada para dentro de nós e para o modo como encaramos a vida é pré-requisito para qualquer trabalho nesta área. Sem um autoconhecimento considerável, você talvez não consiga enxergar, ou pense ver do lado de fora o que, na verdade, traz dentro de si. Os quatro principais níveis de consciência - “como se”, “e se?”, “e se? completo” e “e, e se?”, ou seja, pensamento operacional concreto, operacional formal, operacional formal completo e operacional pós-formal. Ao transitar por esses níveis de consciência, o self tem de encontrar um meio de lidar com a vida que ele mesmo cria. O self precisa de defesas para se manter, assim como qualquer pessoa que se veja como algo separado. Essas “defesas” ou “adaptações” (estas duas palavras são intercambiáveis neste contexto) são os métodos que utilizamos para manter um senso de equilíbrio a um certo nível – são distorções ou “mentiras” que contamos para nós mesmos. R D Laing chamou cada uma dessas mentiras de “nó”, e descreveu assim as mentiras que contamos para nós mesmo, na maior parte das vezes sem saber: “O alcance do que pensamos e fazemos é limitado pelo que deixamos de notar. E por deixarmos de notar o que deixamos de notar, pouco há o que fazer para mudar. Até notarmos com esta falha dá forma aos nossos pensamentos e atos.” Existe um espectro de adaptações que vai da mais primitiva a mais amadurecida. Se não houver qualquer fato novo, os mecanismos vão ficando mais maduros à medida que crescemos e nos desenvolvemos. Esses mecanismos maduros são mais “aceitáveis” como maneira de ser, além de mais expansivos e inclusivos para o indivíduo. Se tivermos de mentir, é melhor que sejam mentiras maduras. Assim, a qualidade de vida de uma pessoa pode ser medida pelas adaptações que emprega. No caso do coaching, acredito que as adaptações são determinantes para o sucesso ou insucesso. O sucesso (aqui definido como “realização dos sonhos”) é determinado pela estrutura interna do indivíduo, e não existe melhor indicador disso do que as defesas aplicadas.
Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+