Em uma sessão, o coachee se sentia cansado e desanimado. O coach, percebendo isso, alterou seu tom de voz, normalmente forte e incisivo, para outro mais suave, capaz de “chegar ao coachee”. Essa mudança de tom fez o outro se sentir bem, abandonando a preocupação de que o coach tentasse animá-lo a todo o custo. Após uma hora de sessão, em que foi adotada uma abordagem não invasiva, o coachee tinha melhorado o estado de ânimo, mudança esta que se refletiu no tom de voz e na linguagem corporal. Na verdade, o que houve foi uma mudança recíproca, uma troca, facilitada pela compreensão e pelo apoio. De modo semelhante, o que  pode preferir empregar a mesma linguagem utilizada pelo coachee, para descrever situações atuais, passadas ou futuras. Quando se sente compreendido, o coachee se revela. A não-compreensão da linguagem é um bom meio de destruir um relacionamento, mas a compreensão costuma passar despercebida. Em um exercício de coaching, foram apresentadas três palavras que deveriam ser classificadas conforme o significado. Para o coachee, eram três significados diferentes; para o coach, um só. Segundo o coach, “organização”, “negócios” e “consultoria” pertenciam à categoria “empresa”, com o que o coachee não concordava. Para este, o aspecto mais importante de uma organização eram lucros e perdas e fluxo de caixa; o mais importante para os negócios eram os compradores; e o mais importante para a prática de consultoria eram os clientes. As diferenças aparentemente sutis que os indivíduos apresentam em seus mundos (criadas pela linguagem) devem ser respeitadas e valorizadas, para que as trocas sejam proveitosas ao máximo. Assim que o relacionamento chegar ao ponto adequado, o coach pode passar a empregar uma linguagem um pouco mais técnica, falando, por exemplo, nas linhas de desenvolvimento, pois essa estratégia pode despertar o interesse do coachee, a quem seria recomendado, então, material de leitura. É a capacidade de levar delicadamente o coachee a entender-se melhor que produz bons resultados em um relacionamento de coaching. Assim, além de enriquecer a experiência do coach, o coachee pode estender a outros seus conhecimentos. A respeito da linguagem corporal no contexto do coaching, cabem apenas palavras: preste atenção às reações do outro e adapte a elas a sua atitude.   Martin Shervington, em Coaching Integral: além do desenvolvimento pessoal, editora Qualitymark, 2006. Sulivan França Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes. Siga-me no GOOGLE+