As palavras pintam um quadro. Os coaches-líderes escolhem cuidadosamente suas palavras para pintar um Rembrandt que celebre e honre o “nós” em vez do “eu”.
Por exemplo, existe uma grande, grande diferença entre as palavras “menina” e “mulher”. Uma descreve uma pessoa do sexo feminino imatura e dependente. A outra descreve uma pessoa madura e independente. A outra descreve uma pessoa madura e independente. Que quadro de palavras você preferiria se fosse uma CEO de 37 anos de idade de uma empresa da Fortune 20? Uma mulher que conhecemos contou-nos a seguinte experiência pessoal. 

Ela possui mestrado e doutorado e é presidente de uma startup que está procurando um investidor de risco. Os investidores de risco devem chegar às 14 horas. Ela anda para cima e para baixo no corredor esperando ansiosamente sua chegada. Às 14:05 os três investidores, todos homens, entram apressadamente pela porta, atrás do sócio mais velho. Ele tira o paletó, entrega-o a ela e diz: “Ô menina, por favor diga ao Dr. Smith que estamos aqui. E eu gostaria de uma café preto com pouco açúcar.”

Ela pendura o paletó, providencia o café e o dá a ele com as seguintes palavras: “Todo seu, garotão. Dra. Smith, às suas ordens.”

“Talvez tenha sido culpa dele, mas foram os US$7 milhões mais fáceis que já levantamos”, contou-nos a Dra. Smith.

As palavras pintam um quadro. Certifique-se de que elas pintam o quadro que você deseja.

Então, aqui está: faça perguntas envolventes do tipo: “O que você acha?”; perscrute a linha d’água em sua atividade e ajuste as suas atividades de forma condizente; prepare-se para o inevitável meia culpa, e cuidado com a língua. É fácil escrever sobre isso e, espero, fácil de ler. Só é difícil fazer. Contudo, precisa ser feito; então, mãos à obra. 

Marshall Goldsmith em Coaching: o exercício da liderança, editora Campus, 2003.