A mulher dominante e sua voz
No mundo animal o líder de um grupo costuma ter a capacidade de emitir sons mais graves que os demais, e entre os seres humanos, pessoas com comportamento dominante, ou seja, que possuem facilidade para dirigir e dominar, tendem a apresentar vozes mais graves. 

Isso ocorre porque, de acordo com a pesquisa publicada no periódico Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, pelo grupo de pesquisa do antropólogo David Puts, a voz grave é considerada mais ameaçadora. Assim, relação entre voz grave e sucesso existe de maneira instintiva tanto em animais como em humanos. 

Devido a questões anatomofisiológicas, a voz masculina é, de maneira geral, mais grave que a feminina. Enquanto a frequência média da voz feminina é de 205 Hz, a da voz masculina fica em torno de 113 Hz. 

No mundo corporativo, ter a voz mais grave pode significar mais poder e sucesso, já que a impressão psicológica causada pela voz grave nos ouvintes é a de seriedade. 

Talvez não seja coincidência o fato de mulheres que chegaram ao poder, como Dilma Roussef e Hillary Clinton, terem vozes graves. Já Margareth Thatcher, que tinha frequência fundamental mais aguda, foi, ao longo do tempo e através de treinamento, utilizando um tom mais grave em sua fala. 

É importante ressaltar que, o fato da mulher de voz grave chegar mais facilmente a posições de comando do que a que possui voz mais aguda não está relacionada a habilidades e competências profissionais, que podem ser desenvolvidas com o processo de coaching, mas ao fato da voz grave causar uma sensação de confiança nos ouvintes. 

A readaptação do padrão vocal pode ser treinada com fonoaudiólogo especialista em voz e trará, como consequência, maior segurança e confiança para a mulher em seu ambiente de trabalho. 



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