Começo de ano, volta às aulas, e quem tem filho na escola já sabe que o retorno à rotina traz alguns ajustes e adaptação para todos. É comum vermos os pequeninos chorando na porta de entrada, agarrados ao pescoço da mãe sem querer entrar. Os maiores já retomam o contato com o grupo, muitos começam o ano no preparatório para Fuvest e outras provas que trazem o peso de definir o futuro.

Quem você vai ser quando crescer pode ser respondido de qualquer maneira pela criança, todos darão risadas e aceitarão. Para alguém no terceiro ano do Ensino Médio a resposta às vezes é antecedida por uma respiração profunda, dada à responsabilidade que lhe paira no ar. Foram muitos anos de investimento dos pais ou da sociedade preparando para o ingresso no mundo do trabalho, muitas expectativas, medos, projeções e às vezes ilusões estão permeando essas escolhas. Mas será que isso acontece só com eles?

Não. Deparamos também com inúmeros profissionais que já passaram essa fase e estão repensando suas carreiras, seja por motivo do cenário político-econômico, seja pelo fato de não se sentirem mais desafiados fazendo o que fazem, outros fatores vêm à tona e são pesos na balança das escolhas.

A todos mais leveza, estamos sempre em busca de certezas e garantias que não teremos. Novidades e mudanças podem fazem com que alguns queiram agarrar-se no colo da mãe, buscar refúgio, um ponto de equilíbrio fora de nós, mas esse lugar existe em nós, saibamos ou não fazer nossos ajustes criativos todo organismo busca uma autorregulação, a homeostase, muitas vezes de maneira drástica. Pensemos na situação do desmaio ou síncope, a perda de consciência ocorre quando a quantidade de sangue arterial - rico em oxigênio – circulante no seu cérebro é insuficiente; sem oxigenação adequada o metabolismo do cérebro reduz, o que causa a perda breve e transitória da consciência, até que o fluxo de sangue se restabeleça. Vale lembrar que deitado o retorno sanguíneo é facilitado. Pronto, desmaiou, o organismo se reequilibrou, podemos acordar e seguir.

Entretanto, não queremos síncopes, nem choros e nem velas, o momento pede maturidade, tomada de consciência para poder agir com inovação, sinergia e eficiência fazendo as escolhas acertadamente ou tempo uma leitura rápida do cenário para mudar a tempo.



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