1) Saber o que não é coaching: com a propagação do termo, muitas pessoas prestam diferentes serviços que chamam de “coachings”. Entre eles estão: conselhos, mentorias (mentoring), terapias, psicologia alternativa, treinamentos etc. Estes serviços não são piores nem melhores que o coaching, somente são diferentes da proposta e metodologia atuais do serviço e, por isso, não devem ser chamados de coaching. Existem também serviços como “coaching nutricional”, “coaching para musculação”, “coaching de moda”, “coaching espiritual” etc. Não é impossível que existam estes tipos de serviços, mas é importante que o coach não seja apenas um especialista em sua área, mas aplique a metodologia adequada para chamá-la de coaching. De maneira geral o coach não opina, não coloca suas expectativas ou dá diretrizes pessoais ao cliente. O método é outro.

2) Saber o que é coaching: Segundo a Association for Coaching, “É um processo sistemático colaborativo, focado na solução, orientado para resultados, em que o coach (profissional contratado) facilita a melhora de desempenho de trabalho, da experiência de vida, do aprendizado autodirecionado e do crescimento pessoal do cliente (contratante)”. O coaching aplicado hoje leva em consideração a metodologia que se inicia em Sócrates, perpassando por métodos filosóficos e psicológicos tendo Tim Gallway, autor do Livro “O Jogo de Tênis Interior” como o precursor do uso semântico corrente do termo coaching e sua metodologia. O coach apoia seus clientes principalmente através de perguntas lógicas e racionais em relação à realidade atual, conduzindo o cliente para a realidade desejada, podendo também fazer uso de ferramentas consagradas nas áreas afins.

3) A formação em coaching é essencial: Coach não é uma profissão que necessita de formação acadêmica, pelo menos até os dias atuais, o que leva muitas pessoas a se autodenominarem coaches sem pelo menos conhecerem o funcionamento de um processo formal de coaching. Segundo Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, a maior parte das pessoas que se autointitulam coaches não têm o menor conhecimento do processo, o que além de transmitir um conceito errado acerca do método, não entrega o serviço oferecido. Por isso, é importante que o coach a ser contratado tenha certificação de uma escola que seja reconhecida internacionalmente como a International Association of Coaching e a International Coach Federation, para aumentar as chances de profissionalismo, metodologia adequada e ética necessários em um processo de coaching. Conhecimentos em áreas de psicologia, psicanálise, filosofia, semiótica, administração ou filosofia podem ser fatores agregadores.

4) O foco do processo é no objetivo do cliente: Diferente da psicanálise, através da qual o cliente fala livremente a fim de liberar o conteúdo do seu inconsciente para resolver questões do passado que interferem no presente, o processo do coaching foca no presente e no consciente. Ou seja, o cliente não fala livremente sobre problemas. Ele responde a questões objetivas e conscientes sistematicamente focadas na realidade desejada ou, em outros termos, objetivo ou meta. Independente da área de conhecimento do coach, a metodologia é a mesma (podendo ou não contar com serviços ou profissionais de apoio) e é indiferente se a meta do cliente é emagrecer, casar ou aumentar seu volume de vendas, por exemplo. O que varia é a sequência das sessões, o tipo de perguntas estimulantes e ferramentas a serem aplicadas.

5) Verificar a experiência do coach: A maioria dos coaches no Brasil não possui longa experiência na atuação, já que é uma área ainda relativamente desconhecida. Por outro lado, o coach pode ter experiência em áreas semelhantes ou na especialidade do seu serviço. É sempre válido verificar.

6) Conhecer os valores praticados: Os valores das sessões de coaching costumam variar entre R$ 200,00 e R$ 3.000,00, dependendo do profissional e da especialidade. Por via de regra, costuma ser em torno de 30% a mais que o que se cobra por sessão de terapia, já que é um processo objetivo e mais curto.

7) Obter referências do coach: Sendo um investimento significativo é sempre importante obter referências do coach, seja através do LinkedIn, de contatos profissionais ou pessoais, para se informar sobre sua conduta, idoneidade e realizações.

Sucesso!



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Rodrigo Solano

Life Coach

Bacharel em Administração com ênfase em Comércio Exterior, Latu Sensu em Marketing Internacional com MBA executivo. Atua no fomento da internacionalização de operações para organismos brasileiros e estrangeiros. Palestrante especialista em diversidade cultural. Coaching para quem busca ampliar a percepção da realidade e atingir suas metas. www.thinkglobal.com.br