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Em tempos de crise no país, alguns movimentos interessantes vêm acontecendo. Não é de hoje que se fala da quantidade de pessoas que estão insatisfeitas com sua carreira. Em 2014, a Catho divulgou os resultados da pesquisa que o IPOM – Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente realizou com 1340 pessoas na cidade de São Paulo e concluiu que 7 em cada 10 dos entrevistados estavam infelizes com seu trabalho ou carreira e que gostariam de mudar de função ou de empresa. Este ano, mesmo com o as dificuldades econômicas enfrentadas no país, os profissionais continuam com seus desejos de realização pessoal e profissional.
Pelas minhas pesquisas e trabalhos de coaching com foco em transição de carreira ou performance profissional, pude concluir que os 3 principais motivos para as pessoas quererem mudar de emprego ou de área de atuação são:
Não gostam da profissão que exercem. A principal reclamação das pessoas que se encaixam nesse grupo é que eram muito jovens quando escolheram sua profissão e que com o passar do tempo perceberam que seus valores não são atendidos e com isso acabam trabalhando muitas vezes somente pela necessidade financeira. A remuneração vem, cada vez mais, deixando de ser principal fator motivador para as pessoas que buscam satisfação;

Falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O grupo aqui é bem grande. Vou me apegar a falar de uma parte do grupo que, na minha percepção é o que faz as pessoas de fato se mexerem para mudarem suas vidas, que são pais e mães. O parentesco faz com que homens e mulheres (mais mulheres, mas sim os papais também querem mais tempo para curtir a família) repensem em sua trajetória de vida e profissional. Já atendi profissionais com carreiras promissoras que largaram tudo para conseguir maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Uma mãe me disse que após voltar ao trabalho depois da licença maternidade, ela sentiu como se tivesse, então, tirado licença do filho, pois quando saia, seu bebe estava dormindo e quando retornava pra casa também. Para resumir, no final da historia, ela replanejou a carreira, mudou de profissão e hoje monta a sua agenda e tem mais tempo para a família, amigos e para o filho;

Ausência de desafios e oportunidade de crescimento. Estamos em 2015 e ainda nos deparamos com empresas e chefes com cabeça de 1980, onde o funcionário apenas executa tarefas e não tem oportunidade de criar, opinar e inovar. Há pessoas que se adaptam e até gostam de viver sob essas circunstâncias, mas são cada vez mais raras. Se você não é uma dessas pessoas, não se sinta vitima da situação e parta para a ação. Entender quais são os valores e cultura da empresa e saber se estão aliados aos seus é de suma importância. Se você pesquisou sobre isso antes de entrar no seu trabalho atual, mas se deu conta que na prática não é bem o que parecia, fique tranquilo. Não aconteceu só com você. Verifique se esse é um problema da empresa ou da chefia antes de pensar em olhar para o mercado.

Se você se vê em uma dessas 3 situações, tenho uma boa e uma má noticia... Vamos falar primeiro da má: sinto em dizer, mas, mais cedo ou mais tarde, o lado da balança negativo vai pesar cada vez mais e o grau de insatisfação só tende a aumentar. E a boa notícia é que não há problema nenhum em querer mudar de emprego ou ainda de profissão. Eu gosto mesmo é de focar na solução. Então vamos lá. Seguem algumas dicas para te auxiliar nessa jornada:

A palavra chave é planejamento! Identifique o que você gostaria de fazer como profissão. Em minha opinião, é impossível ter excelente performance quando não se gosta do que faz. Por algum tempo até funciona. Mas em determinado momento não conseguimos manter os mesmos resultados. Decidido o que quer fazer, elenque as empresas que você gostaria de trabalhar ou ainda considere empreender num negocio próprio. Daí é preciso partir para o planejamento.Tenha certeza, que fazer parte de grupos e se fazer presente em locais que haja outros profissionais da área que deseja atuar, seja contemplado. Trabalhos voluntários relacionados ao que você pretende fazer também podem ser interessantes, pois te beneficiarão em diversas formas e te darão novos aprendizados. Montar um planejamento e estratégia nem sempre é simples de se fazer, principalmente quando nosso cérebro insiste em tentar nos proteger e nos envia mensagens de medo. Se isso acontecer com você, procure ajuda profissional. Ter apoio de um especialista fará total diferença e você se sentirá mais seguro e motivado a trilhar um caminho novo. Há coaches e consultorias especializados para isso;

Qualificação! Mesmo com a tão falada crise, as empresas ainda precisam das pessoas certas, no lugar certo. E, há muita carência de bons profissionais. É aí que profissionais competentes e qualificados passam na frente. Faça cursos de especialização. Torne seu currículo atraente e identifique como suas experiências anteriores podem te ajudar. Mesmo que você mude totalmente de área, suas experiências podem ser adaptadas e você pode ter diferenciais para agregar na nova profissão. Tudo depende de qual o discurso você vai usar. Esteja preparado, pois tem muita gente aí aproveitando a crise para encontrar oportunidades;
Mudar! Com um bom planejamento e qualificação, é chegada a hora de mudar. Não deixe sua mente pregar peças em você para atrapalhar sua felicidade. Coloque seu plano em ação e conte com seus parentes e amigos para te ajudarem nessa transição. A sua rede de contatos será sua grande aliada. Lembre-se disso.




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