Não julgar e a aptidão que vem a seguir, “seja honesto”, são as mais difíceis. O aconselhamento eficaz requer franqueza em nossas opiniões, mas elas não devem transformar-se em julgamentos.
É claro que todos temos as nossas opiniões. Aliás, uma grande responsabilidade em nossas vidas é avaliar e decidir se um procedimento ou comportamento, ideia ou resultado, é bom ou mau. Uma parte importante do papel de gerente é julgar idéias e performance – decidir se algo é bom ou mau. A acuidade do seu julgamento é um critério essencial para determinar se você é um gerente meramente adequado ou verdadeiramente excepcional. No coaching, que envolve a orientação de alguém no trabalho cotidiano, é apropriado julgar. No aconselhamento, você não pode julgar.

O julgamento aumenta o seu poder sobre a outra pessoa e, naturalmente, também aumenta a sensação que ela tem de impotência ou dependência. O julgamento, por si próprio, aumenta a probabilidade de que a outra pessoa acabe ficando indignada com você, com raiva do que você diz e não lhe dando ouvidos. Sutil, porém cabalmente, a premissa de que você tem o “direito” de julgar estabelece uma relação antagônica. Pelo fato de você, na qualidade de gerente, estar desempenhando um papel mais poderosos, o seu subordinado pode não demonstrar tais sentimentos, mas eles estão presentes – e são contraproducentes.


A função que lhe cabe como aconselhador é compreender as percepções, escolhas, expectativas e atitudes das outras pessoas. Quais são os seus valores? O que elas acham que precisam fazer? Quando você entender, você será capaz de avaliar – mas não em termos de bom ou mau. Em vez disso, você poderá perguntar em que medida elas crêem que suas percepções sejam precisas ou imprecisas.

De que maneiras os seus comportamentos são eficazes ou ineficazes? Sua metas são atingíveis ou inatingíveis? A auto-estima da pessoa é adequada ou inadequada? Lembre-se, a meta do aconselhamento é ajudar a outra pessoa a se enxergar mais clara e precisamente, assim como auxiliar a revelar a gama de escolhas a partir das quais se possa tomar decisões e estabelecer metas. Você quer aumentar a capacidade da pessoa de praticar a ação apropriada e seu respectivo sentido de empowerment.

Marshall Goldsmith em Coaching: o exercício da liderança, editora Campus, 2003.

Sulivan França
Atual Presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França é Master Coach Trainer por meio da International Association of Coaching Institutes, possui licenciamento individual conferido pelo Behavioral Coaching Institute (BCI) e credenciamento individual junto a International Association of Coaching (IAC) além de Master Trainer por meio da International Association Of NLP Institutes.
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