[SULIVAN] Bom dia, ouvinte mundial. Eu sou o Sulivan França. Mais uma quinta-feira com vocês para apresentar o programa Acertar é Humano.

Ao meu lado, o nosso amigo Nélson Sartori. Bom dia, Nélson!

[NÉLSON] Olá, minha gente. Bom dia, Sulivan. Bom dia ouvintes.

Estamos aqui hoje, nessa nossa quinta-feira, já cedinho cheio de trânsito em São Paulo.

[SULIVAN] Sete horas, um minuto, 20° na Paulista e um trânsito intenso.

[NÉLSON] Maravilha. É a cidade viva, não é? Cidade acontecendo desde cedo. Vamos botar humor nisso. Que delícia aquela movimentação, aquele calor humano, já logo cedo.

Todo mundo feliz, um olhando para o outro, fazendo gestos de reconhecimento, principalmente quando você leva uma fechada, quando a pessoa sai da faixa sem dar sinal, tudo isso daí é sinalização da vida que começa cedo. Os sinais são os mais variados possíveis. É a comunicação interpessoal, aquela coisa bonita que conseguimos encontrar de manhã.

[SULIVAN] E todo mundo na rua a uma hora dessa. É impressionante a vontade das pessoas de trabalhar nessa manhã.

[NÉLSON] Maravilhoso. É uma coisa que inspiradora. Nós estamos aqui.

[SULIVAN] Falar em trabalho, estamos aqui trabalhando. Sete horas e dois minutos agora.

Qual o tema de hoje, Nélson?

 

CRENÇAS E VALORES

 

[NÉLSON] O tema de hoje é Crenças e Valores.

[SULIVAN] Meu Deus!

[NÉLSON] Vamos falar porque isso dá pano para manga.

[SULIVAN] Muita gente tem o paradigma ou a própria crença de que todas as vezes que falamos de crença estamos falando de religião.

[NÉLSON] Sim.

[SULIVAN] E não vamos falar de religião em momento algum, nós estamos falando de crença, vamos falar de crença ligada ao comportamento e de valores ligados ao comportamento.

Então vamos falar da sua forma de acreditar e valorizar determinadas coisas em sua vida, sejam elas de ordem pessoal, sejam elas de ordem profissional.

Por onde começamos, Nélson? Como diz o tema – Crenças e Valores –, vamos começar por crença.

[NÉLSON] Vamos começar por crença.

Importante é entendermos que, quando falamos de uma crença, estamos falando sobre elementos que muitas vezes direcionam a nossa vida a partir de tomadas de posições que nós temos e aquilo lá pode tanto transformar nossa vida em algo positivo quanto em algo negativo.

O que é uma crença? É uma tomada de posição em função de um assunto específico. Isso daí tanto pode desenvolver nossa vida e o nosso potencial quanto pode levar a pessoa no sentido oposto, porque ela destrói uma perspectiva, ela destrói uma possibilidade de sucesso, ela destrói às vezes uma carreira de trabalho profissional em função de crenças que vão no sentido contrário do que deveria acontecer.

[SULIVAN] Para ilustrar um pouquinho para os nossos ouvintes o que estamos falando. Eu gosto de dizer que crenças nós podemos categorizar, se assim podemos dizer, em três faixas.

 

Crenças Herdadas

Nós temos aquelas crenças que são as crenças herdadas, aquelas que não são nossas, quer dizer, são nossas hoje porque foram herdadas, mas que vieram de casa, vieram na criação. Era papai e mamãe que acreditam e eu por consequência fui educado naquele ambiente, tanto vendo os outros praticarem isso, acreditarem naquilo que eu também passo a acreditar.

[NÉLSON] Com certeza. Tomar leite e comer manga? Vai morrer.

[SULIVAN] Vai morrer.

[NÉLSON] Isso daí é a crença. Eu não vi ninguém morrer disso, mas todo mundo acreditava. Moral da história, ninguém tomava leite, ninguém comia manga ao mesmo tempo.

[SULIVAN] São aquelas crenças que hoje impedem o sujeito muitas vezes de crescer e progredir na vida.

Quem nunca ouviu vovó dizendo que quem tem dinheiro demais não é honesto? Que dinheiro não traz felicidade? Alguns paradigmas nesse sentido.

Muitas vezes o sujeito cresce com essa crença de certa forma no seu inconsciente e muitas vezes acaba não sendo uma criatura que consegue juntar quantias e fazer economias nesse sentido porque tem muitas vezes, em um processo inconsciente, uma estrutura mental em que acredita que o dinheiro não traz felicidade.

[NÉLSON] Sim. É uma crença limitadora.

[SULIVAN] Extremamente limitadora.

[NÉLSON] Esse é o grande problema. Quando você cria dentro de sua mente uma perspectiva e ela começa a podar a sua capacidade de ir adiante, você perde justamente a confiança em fazer as coisas, você cria em torno de si uma possibilidade.

“Eu jamais serei capaz de falar em público”. Isso existe muito. A pessoa fala: “Eu não sou capaz de chegar e apresentar uma ideia para o um grupo de pessoas”.

Qual a razão disso? É porque ele nunca tentou.

Ele abre mão de uma possibilidade, de uma chance, de uma expressão profissional porque a crença tira dele a prática. Ele não age.

[SULIVAN] De certa forma começa a se limitar tanto pessoalmente quanto profissionalmente por conta desses paradigmas, dessas crenças que nós estamos falando, e acaba não crescendo, não progredindo.

 

Crenças Adotadas

[SULIVAN] Como eu disse, nós temos a crença herdada, mas nós também temos uma outra modalidade de crença, que é aquela crença adotada. Não necessariamente você vivenciou essa crença em casa, ela não veio de berço, ela não veio de família, mas você um belo dia escutou um amigo falando, escutou alguém comentando.

A televisão é mestre em implantar crenças, em fazer com que as pessoas...

[NÉLSON] ...Uma transmissora.

[SULIVAN] Exatamente. Uma transmissora de crenças. As pessoas muitas vezes adotam essas crenças na mídia e passam a acreditar nisso como verdades absolutas. Isso que eu costumo dizer que são as crenças ou as verdades absolutas.

[NÉLSON] É por isso que nós acreditamos que acertar é humano. É a nossa crença.

[SULIVAN] E o nome do programa  vem justamente para desconstruir aquela máxima que errar é humano.

[NÉLSON] É justamente.

[SULIVAN] Já foi dito tanto tempo que errar é humano, por que acertar também não é?

[NÉLSON] Exatamente. Quando nós pegamos uma crença e adotamos essa crença como um lema de vida, ela se torna um fator limitador. Quando fazemos justamente o contrário, questionamos essa crença e buscamos transformá-la em algo positivo, as transformações começam a acontecer.

[SULIVAN] Perfeitamente.

Você tocou em um ponto muito interessante agora, que é o questionar, o desafiar as nossas crenças. Nós vamos falar aqui hoje como desafiar as nossas crenças.

Você ouvinte que está no trânsito ligadinho no programa, fique atento que nós vamos dar algumas dicas de como você pode desafiar toda a sua forma de pensar. É o que nós brincamos muitas vezes: o pensar fora da caixinha.

Tudo bem que você acredita, tudo bem que são crenças herdadas e todos nós temos, tudo bem que são crenças adotadas e todos nós temos, mas você tem de desafiá-las.

 

Crenças Evidentes

Há a terceira modalidade de crença, que nós também podemos desafiar, que são aquelas crenças em que nós não herdamos, não adotamos, mas temos evidências delas.

Nós fizemos algo e por algum motivo, nesse algo que nós fizemos, deu certo ou deu errado e nós adotamos a crença de que aquilo é um padrão para que determinada coisa aconteça e muitas vezes nos limitamos, nos restringimos, não nos desenvolvemos por conta dessa crença que estabelecemos como uma verdade absoluta.

Importante dizer o seguinte. As nossas crenças, ou seja, aquilo que acreditamos, sejam elas herdada, sejam elas adotada ou sejam as crenças que nós temos evidência, que são aquelas crenças vivenciadas, podem ser desafiadas. Não só podem, como devem.

[NÉLSON] Nós temos algumas atitudes na nossa vida, que muitas vezes são cômicas e outras mais trágicas. Por exemplo, aquele que tem o TOC, ou seja, o Transtorno Obsessivo Compulsivo. "Se de manhã não colocar o pé direito primeiro, eu tenho que voltar para cama e começar tudo de novo, porque eu já estraguei o meu começo de dia". Ele acredita nisso.

Agora a pior não é essa, que é superficial, é quando, por exemplo, dentro de uma empresa, dentro de uma corporação, um líder acredita que nada pode acontecer se ele não estiver envolvido, ou seja, ele é o centro das atenções, delegar funções significa justamente limitar o potencial de algo acontecer. Ele acredita ser o mais capaz de fazer tudo. O resultado disso é o boicote do próprio desenvolvimento da estrutura que ele está.

[SULIVAN] Ele boicota não só o desenvolvimento da estrutura onde ele está, mas ele se torna um perfeito centralizador.

[NÉLSON] Exatamente.

[SULIVAN] Centraliza diversas atividades nos seus próprios afazeres. Chega uma determinada situação em que ele está totalmente sobrecarregado e não consegue lidar com essa situação. Isso aconteceu por conta de uma crença limitante que já era um paradigma que ele é o máximo, ele é o melhor.

 Quantos executivos, quantos empresários, quantos lideres, nós conhecemos, nós já trabalhamos e, no trabalhar com eles, nós percebemos essas crenças?

Muitas vezes são aquelas crenças que o sujeito começa: “Papai dizia que se não tiver com uma barriga encostada em um balcão, o negócio não acontece”. Não há isso?

[NÉLSON] Há muito.

[SULIVAN] Que o negócio engorda sob o olhar do dono.

[NÉLSON] O porco.

[SULIVAN] O porco, exatamente.

São paradigmas que muitas vezes são até ditos populares, que nós assumimos como verdades absolutas nas nossas vidas e fazemos com que isso de certa forma nos conduza, vão nos levando para um determinado resultado, que nós não podemos dizer que seja um resultado extremamente positivo, como também não podemos dizer que seja um resultado extremamente negativo. Nós somos levados a algum resultado.

Que resultado é esse?

Cabe a reflexão, não é, ouvinte?

Para aonde as suas crenças estão levando você, para aonde você está sendo impulsionado por acreditar nisso em que acredita, seja de ordem pessoal, seja de ordem profissional?

[NÉLSON] Ccomo nós fazemos então, Sulivan? Para mudar, por exemplo, uma relação de uma crença que boicota a vida de alguém?

[SULIVAN] Nós temos oito pontos básicos que são fundamentais para refletirmos seja qual for a crença.

 

Suas crenças estão dando resultados negativos?

Primeiro é o seguinte. Pense no que você está acreditando. E aí é um exercício para que nós façamos junto com os nossos ouvintes agora. Vamos colocar esse desafio no ar e você que está aí nos ouvindo agora e que de repente acredita em alguma coisa e essa alguma coisa está impossibilitando o teu crescimento, se acredita que não pode falar em público, exemplo que o Nélson trouxe.

Vamos ver aqui se você acredita ser o centro das atenções da sua empresa e por isso você está boicotando o desenvolvimento dos seus colaboradores ou dos seus líderes ou se você acredita que por alguma maneira você nunca vai ter sucesso na vida.

Há gente que tem essa crença, não é, Nélson?

[NÉLSON] Há. Nasceu para ficar marcando passo.

[SULIVAN] Exatamente. Pense no que você veio fazer nesse mundo além de ocupar espaço e respirar. Vamos pensar dessa maneira.

O desafio que eu faço é o seguinte. Pensando nesse paradigma que você carrega consigo, seja de que ordem for, pessoal ou profissional, a primeira coisa que você precisa pensar é (se você tiver a possibilidade agora de pegar um papel e uma caneta, pegue) fazer o seguinte exercício.

Quais são os ganhos de acreditar nisso que você está acreditando estão trazendo? O que você ganha acreditando nisso? Qual é a força interior? Qual é o ganho que você está tendo acreditando nisso?

É importante que você liste e pelo menos cinco ganhos.

Depois a próxima pergunta é a seguinte.

Se você continuar acreditando nisso por mais uma semana, duas semanas, um mês, dois meses, um ano, o tempo que você quiser pensar, qual expectativa negativa essa crença vai gerar? Ganhos e expectativas negativas.

Depois o terceiro ponto.

Qual a experiência negativa que você já teve acreditando no que você acredita?

Quarto ponto.

Acreditando nisso, que estado emocional negativo esse acreditar gera para você no seu dia a dia?

Então vamos levantar essas quatro reflexões.

Repetindo,

·      ganhos;

·      expectativas negativas;

·      experiências negativas;

·      que estado emocional negativo isso que você diz acreditar está gerando para você hoje?

Daqui a pouco eu falo os outros quatro pontos. Primeiro esses quatro.

[NÉLSON] É importante que você coloque sempre de maneira materializada.

Uma das coisas que eu gosto de falar é a seguinte.

Não sou só eu que gosto de falar, mas eu gosto de falar, se não eu não estaria em uma rádio. Se eu não gostasse de falar, eu iria para uma televisão que só houvesse mimica. Então como eu gosto de falar, eu fico por uma rádio.

Materialize isso que você está buscando, coloque em uma folha de papel (porque tudo tem de ser assim), registra, olha para aquilo e monta o seguinte:

Quais são os pontos negativos?

Registre, escreva, olhe para eles. Só a partir do momento em que você registra isso você vai tomar uma atitude de modificar, você vai poder questionar.

Materialize aquilo, coloque na sua frente.

Essa minha crença é boa ou é ruim? Como eu cheguei a isso? O que ela me limita? Quais sãos os problemas?

É só a partir do momento em que você visualiza essa relação que você vai poder tomar uma posição para alterar e mudar tudo isso daí.

[SULIVAN] Quando você para para materializar é um ponto muito importante porque muitas vezes nós não nos damos conta do seguinte. Enquanto estamos no plano do pensamento, no plano do nosso raciocínio, seguindo uma linha de pensamento, estamos em um plano subjetivo, onde não temos a materialização. Quando você começa externalizar aquilo que você está pensando, aquilo que você está imaginando, colocando no papel, você começa a dar vida para aquilo que você está pensando. Sai de um plano subjetivo e entra para algo mais objetivo, concreto.

Agora, aquilo que estava em uma esfera do pensamento solta no tempo, vamos dizer assim, não, está em um tempo específico, está aqui, está em um momento, está aqui nesse papel.

Você que já escreveu aí quais são os ganhos do que você acredita gera (quais são as expectativas negativas, experiências negativas e estados emocionais negativos), agora vamos fazer a segunda parte de quatro questionamentos sobre isso que você está acreditando.

 

O que suas crenças vão trazer a você?

[SULIVAN] O que eu te desafio a pensar agora é o seguinte.

O que fundamentalmente você valoriza? Qual o valor que você está dando por trás disso você está acreditando? O que você está valorizando nisso que você está acreditando?

O segundo tópico é o seguinte.

Qual é a expectativa positiva que você tem, seja para uma semana ou para duas, para um mês, para um ano, se você continuar acreditando nisso?

Na primeira rodada foram as expectativas negativas. Agora são as expectativas positivas. Da mesma forma que você também pensou nas experiências negativas, eu te convido a pensar sobre as experiências positivas.

Quais são as experiências positivas que acreditar no que você acredita vão te gerar ou estão gerando? Pode estar gerando alguma experiência positiva?

E o oitavo e último ponto é:

Qual é o estado emocional positivo que acreditar no que você acredita está gerando para você?

Então olha só. Na nossa primeira rodada nós falamos sobre ganho, expectativa negativa, experiência negativa, estado emocional negativo e o que isso está trazendo em um ponto de vista negativo. Na segunda rodada é o que você fundamentalmente está valorizando naquilo que você acredita e depois qual a expectativa positiva?

Se você não tem expectativa positiva alguma acreditando no que você acredita – pense direitinho junto comigo –, que razão faz ficar pensando em algo dessa forma? Qual a experiência positiva que acreditar no que você acredita está gerando?

Vamos pensar juntos. Se você não está tendo experiência positiva algum, será que faz sentido continuar acreditando nisso?

Por último, qual é o estado emocional positivo que você tem hoje acreditando no que você acredita? Se também não está acontecendo nenhum estado emocional positivo, faz sentido continuar acreditando no que você acredita?

Então fica aí o exercício no dia de hoje para que pensemos sobre essas crenças e se elas estão trazendo para você muito mais expectativa, experiência, estados emocionais negativos do que o oposto, expectativas positivas e experiências positivas e estados emocionais positivos.

Que razão temos de continuar acreditando nisso que de certa forma está nos limitando?

[NÉLSON] O objetivo disso tudo é sempre que tenhamos a possibilidade de mudar alguma coisa para o aspecto positivo. Se você chegar à conclusão de que suas crenças boicotam parte daquilo que você acha importante em sua vida, o ideal é que você busque o que está bom.

Qual seria a crença positiva que geraria valores positivos?

Você vai refazer novamente esse raciocínio, como se agora eu desenvolvesse uma nova crença. Uma crença, por exemplo, que me dissesse o seguinte:

— Os meus colaboradores são capazes de realizar tarefas tão bem ou melhor do que eu. Isso vai criar quais vantagens?

Imagine, eu mudei diante desse questionamento.

Se eu fiz o levantamento e percebi que algumas coisas são negativas, quais são então as positivas para que eu mude? Se eu quero atingir determinado objetivo, o que eu preciso fazer?

Mais uma vez seria interessante você materializar essa crença que poderia levar você a seus objetivos.

Ou então fazer o contrário. Quais são os objetivos positivos e o que eu consigo por meio disso?

Eu vou poder justamente reverter. É você perceber que determinados valores negativos boicotam a sua vida e que você tem condições de transformar tudo isso e aí que entra um ponto importante. Não adianta só você constatar a sua crença, mas sim modificá-las e fazer com que tudo isso daí se construa de maneira positiva para que a sua vida agora sim possa caminhar objetivamente para aquilo que você quer.

[SULIVAN] E esse é dos trabalhos fundamentais que nós fazemos dentro do processo de coaching.

Não dá para falar de coaching, não dá para falar de desenvolvimento humano, não dá para falar no alcance de metas específicas, não dá para falar em descoberta de uma forma geral se nós não questionarmos de uma certa maneira tudo aquilo que nós acreditamos.

[NÉLSON] Muitas vezes isso daí não é uma ação que você consiga fazer sozinho, não é, Sulivan?

[SULIVAN] Exatamente.

[NÉLSON] Nós estamos falando do: “Faça isso”.

Perceba, a orientação muitas vezes é o papel fundamental para que você possa caminhar. Se você tivesse tão bem orientado por si, você já teria organizado a sua vida.

[SULIVAN] Quando falamos dessa orientação especificamente, não é o profissional de coaching quem vai te orientar.

[NÉLSON] Vai te questionar.

[SULIVAN] Ele vai te dar um apoio ao longo desse processo de desenvolvimento, mas o processo de coaching em si, de certa forma, vai gerar uma orientação para você dentro daquilo que você acredita e daquilo que você valoriza.

E esse foi o nosso tema de hoje. Crenças e o impacto de nossas crenças no nosso comportamento, nas nossas metas e no alcance dos nossos objetivos.

Agora são sete horas e vinte minutos. Vamos agora para a segunda parte do nosso programa.

Chegou a Dica do Professor, Evaldo está aqui vibrando, porque ele adora a Dica do Professor.

Agora, a Dica do Professor, aquele momento engraçado, divertido e em que ao mesmo tempo sempre aprendemos alguma coisa da nossa rica língua portuguesa todas as manhãs de nossas quintas-feiras às sete e vinte.

 

 

DICA DO PROFESSOR

 

[NÉLSON] Uma que também ajuda bastante a mudar alguns valores, principalmente quando falamos coisas erradas. 

Na nossa fala, o som aparece igualzinho quando eu digo “se não”, mas na hora que eu escrevo têm sentidos diferentes. Eu posso escrever o “senão” todo junto e o “se não” separado, mas veja só a diferença, e por isso você deve ficar atento a hora que você expressa na maneira escrita.

Quando eu digo “senão” tudo junto, essa palavrinha “senão” significa "do contrário", ou seja, “Saia daí senão vai se molhar”, ou seja, “Saia daí ou do contrário você vai se molhar”.

O que eu estou construindo dentro desse contexto? A ideia de oposição.

Agora, quando eu separo esse “se não”, ele já vai ter o sentido de "caso contrário". Então vamos imaginar essa situação:

— Esperarei mais um pouco, se não vier irei embora.

Ou seja,

— Esperarei mais um pouco, caso não venha, irei embora.

Perceba a diferença básica dessa estrutura quando eu digo o meu “senão” tudo juntinho é do contrário. Quando eu digo “se não” separado é caso não. Os sentidos se tornam diferentes.

Vejam só, repetindo as duas frases:

— Saia daí, senão vai se molhar.

— Saia daí, do contrário, vai se molhar.

Ou então:

— Esperarei mais um pouco, se não vier, irei embora.

— Esperarei mais um pouco, caso não venha, irei embora.

Muda completamente o sentido, principalmente quando você vai escrever. A participação falada se constrói, ela se justifica, a questão muitas vezes é que registramos alguma coisa no papel e aí aquilo vira documento. A ideia contrária acaba comprometendo todo esse nosso trabalho.

Essa foi a dica de hoje do professor. E agora com vocês vamos lá ao nosso minuto do coaching, com Sulivan França.

 

 

 

 

MINUTO DO COACHING

 

[SULIVAN] Agora, pensando o seguinte, deixando um desafio para os nossos ouvintes. Falando de crença e falando da Dica do Professor de hoje, convido vocês a pensarem o seguinte.

SE NÃO ACREDITAR MAIS NO QUE VOCÊ ESTÁ ACREDITANDO, O QUE VOCÊ GANHA? E QUE META VOCÊ ALCANÇA DAQUI PARA FRENTE?

 

E outra pergunta para sua reflexão ao longo da semana.

 

CASO NÃO ALCANCE O QUE VOCÊ ESTÁ QUERENDO ALCANÇAR, NO QUE SERÁ QUE VOCÊ ACREDITOU OU ESTAVA ACREDITANDO QUE O IMPEDIU DE ALCANÇAR ESSA META?

 

Fica a reflexão para que vocês pensem aí ao longo da semana, nos encontraremos na próxima quinta-feira, às sete horas da manhã.

São sete horas e vinte e quatro minutos. Deixando nosso site para que vocês acessem, quem queira baixar o programa, todos os outros programas e ouvir os outros temas que nós já trabalhamos aqui, desde liderança até crenças, que foi o tema de hoje. O site do programa é www.acertarehumano.com.br. Também no Facebook, Twister e YouTube.

Quem quiser conhecer as vozes que estão por trás do Acertar é Humano.

[NÉLSON] Somos nós.

[SULIVAN] Perfeito. O mais novo lá sou eu, tá?

[NÉLSON] Tá bom.

[SULIVAN] Então quem quiser conhecer as vozes.

[NÉLSON] Eu não vou dar a outra relação de comparação porque, apesar dos meus cabelos brancos, o resto fica nas reticências.

[SULIVAN] Então se você quiser conhecer as vozes que estão por trás do Acertar é Humano, acesse nosso site: www.acertarehumano.com.br.

Esse foi o programa Acertar é Humano de hoje. E aqui me despeço. Até a próxima quinta-feira, às sete da manhã. Grande abraço, ouvintes.

[NÉLSON] Grande abraço a todos. Aqui Nélson Sartori se despedindo de vocês. Até a próxima quinta. Abraço.

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